A revista Humanidades, da Editora UnB, faz um convite especial para a sua próxima edição.

Vamos abrir nossas páginas à reflexão sobre o humano e as Humanidades em tempos de confinamento. Queremos fazer isso numa dupla vertente. Primeiro, pensar sobre a vida na Terra, o meio ambiente, o papel da ciência na luta contra a morte, contra a doença. E também expressar sentimentos e compreensões sobre nosso papel no mundo de hoje em face das aflições decorrentes da pandemia, da luta de cada um contra a morte e pela proteção individual e da família, sobre a criação, sobre as artes e a literatura no isolamento. A outra vertente objetiva refletir sobre o papel das ciências humanas nesse contexto.

O ano de 2020 tornou-se uma data emblemática, que traz em sua temporalidade complexas questões sobre o passado, o presente e o futuro da humanidade. Questões há muito debatidas, e, por vezes esquecidas, como a fragilidade do humano, retornam com força para fazer soar vários alertas:

  1. Qual o valor da vida nesses tempos de peste?
  2. O que aprendemos com as pandemias do passado, por meio das evoluções científicas, mas também por meio da literatura e das artes?
  3. Como a humanidade poderá sobreviver a novos ataques do porte desta pandemia?
  4. O que será esse “novo normal” de que tanto se fala? E qual seria o nosso “normal”, se é que havia antes uma normalidade em nosso modo de vida comum?
  5. Com que expectativas, esperanças, sonhos, formas de governança, de economia, de arranjos sociais, sairemos desse longo período de confinamento?
  6. Como as universidades, lugares de encontro e culturas, lugares de compartilhamento do conhecimento, sobreviverão a essa crise?

O escritor francês Albert Camus dizia em seu discurso de recebimento do Prêmio Nobel em 1957 que “o papel do escritor não está dissociado das mais difíceis tarefas. Por definição, ele não pode colocar-se a serviço daqueles que fazem a história: ele está a serviço daqueles que a sofrem. Ou senão ele ficará sozinho e distante de sua arte”. Mais de 60 anos depois, escritores e artistas são novamente chamados a serem testemunhas alertas de nosso tempo, mas não só eles, também cientistas, historiadores, psicanalistas, antropólogos, educadores, gestores, entre outros.

Nossa intenção é apresentar um caleidoscópio do pensamento contemporâneo e fornecer um panorama histórico sobre nosso tempo e nosso futuro próximo e distante, tomando como provocação as diversas perguntas colocadas neste texto que se quer uma chamada em sentido estrito: um apelo à reflexão, um apelo à criação, um apelo à descoberta.

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NORMAS PARA PUBLICAÇÃO –   Os textos deverão ter no máximo 13 mil caracteres, com espaço, espaçamento 1,5, em Arial, corpo 12. Imagens deverão ser encaminhadas separadamente, com alta resolução e com autorização de publicação de imagem.

Podem encaminhar colaborações: professores, pesquisadores, alunos e técnicos da UnB e de outras instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas, jornalistas, escritores, artistas.

Os textos serão avaliados para publicação.

O prazo para o envio é 30 de junho, para o email imprensaeditora@unb.br

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Inês Ulhôa
Assessoria de Imprensa

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